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OFICIAL DE JUSTIÇA – ATIVIDADE DE RISCO #8

sexta-feira, 31/05/2019 13:43

Memorial mostra a realidade dos Oficiais de Justiça no cumprimento das ordens judiciais.

O “Memorial: Oficial de Justiça: Atividade de Risco”, realizado pelo Assojaf/GO, categoriza os casos de violência contra os OJA’s com estatísticas de cada estado, distribuições por tipo de atentados, distribuição de agressão por natureza de mandados, dentre outros riscos que o Oficial de Justiça está sujeito durante o exercício da função.

Acompanhe a série de matérias sobre Atividade de Risco #1 | #2 | #3 | #4 | #5 #6 | #7

A Assojaf/GO fez um levantamento minucioso sobre o assunto. Foram analisadas, entre 2000 e 2017, várias situações de violência cometidas contra Oficiais de Justiça em Estados das cinco regiões do Brasil, dentre muitas outras não amplamente noticiadas, cujos dados seguem em anexo. Nesta pesquisa há relatos de crimes(físicos e psíquicos ex. ameaça de estrupo) praticados contra oficiais de justiça por diversas pessoas. Ex. sem- terras, quadrilhas,índios, policiais, cabo eleitoral, advogados e até por médicos.

A violência contra os Oficiais de Justiça permeia desde grandes cidades à áreas rurais. A intensificação da exposição deste profissional à perigos variados preocupa toda a categoria.

Mande seu depoimento anônimo ou identificado via texto, vídeo ou áudio. As gravações devem ter duração máxima de até 3 minutos. Nosso canal de contato pelo Whatsapp é 31 9 9891-3583.

Veja o depoimento do William Gabaldo, Oficial de Justiça do estado de Mato Grosso.

“Eu mesmo já passei por várias situações de risco durante o trabalho. Já fui assaltado por duas, a mão armada, durante o trabalho. Recebido pelo réu com arma em punho. Tive que conversar para que ele compreendesse meu papel durante a diligência. Já fui atacado por cachorro bravo. Sofri ameaças expressas e veladas. O que mais me chocou durante foi uma imissão da posse do município de contagem em prédios que estavam ocupados por sem casa. Quando eu e mais dois Oficiais companheiros fomos obrigados a suspender uma diligência por falta de apoio da PM, uma vez que contávamos apenas com a Guarda Municipal de Contagem. Após seis horas de tentativa desocupar os prédios, os ocupantes retomaram a posse dos imóveis e, por falta de segurança, foi preciso suspender a diligência. Houve tiros, pedras, bombas e muita gente ferida naquele dia. Para a segurança dos OJA’s, dos guardas e dos próprios invasores foi suspensa a diligência. Até hoje não sei como saímos vivos, mas felizmente estamos.”

#UnidosSomosMaisFortes #SindicatoForte #OJA #VocêNãoEstáSó 

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