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O que a GREVE de 1997 da PM tem a ver com o oficial de justiça mineiro?

sexta-feira, 13/11/2015 19:37

Todos nos recordamos da GREVE realizada em junho de 1997 pelos soldados, cabos e sargentos da PMMG.

Paralisações, greves e outros movimentos  reivindicatórios de corporações militares era algo inconcebível. Mas no mês de junho de 1997 foi deflagrado o primeiro e maior movimento de paralisação da história do país, protagonizado por efetivos das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares que reivindicavam melhorias salariais e condições de trabalho.

O estopim da crise teve início na Polícia Militar de Minas Gerais  pela insatisfação em seus quadros (sargentos, cabos e soldados) com o aumento de 11% para os oficiais militares que embolsavam até R$ 6 mil reais por mês e nada para soldados, cabos e sargentos, que recebiam R$ 410 reais, ou quase quinze vezes menos. À época, os representantes dos 42.000 homens da Polícia Militar manifestaram a insatisfação com o salário, mas foram traídos pelo então governador do estado, Eduardo Azeredo, que privilegiou uma minoria de oficiais militares em detrimento da maioria esmagadora de praças militares.

A Greve acabou, mas a luta continuou. Após vários atos de mobilização, conseguiram, em 2010,  um reajuste salarial progressivo até abril de 2015. Com um salário inicial de R$ 2.041,74 em 2011, os soldados da Polícia Militar de Minas Gerais irão receber, em abril de 2015, um salário inicial de R$ 4.098,43.

Os penduricalhos (auxílio-livro, auxílio-saúde, auxílio-moradia, etc) foram aprovados para desembargadores e juízes do TJMG.

As vagas para as promoções verticais e valores a serem atualizados são cada vez menores e os argumentos são sempre os mesmos, vazios e incoerentes.

Não resta outra saída para que essa situação seja revertida, pois onde o diálogo sério não impera, somente nos resta a retomada da construção do movimento paredista.

Por isso companheiros, coragem e união para a luta continuar!

“O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer” (ALBERT EINSTEN)