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Oficial de Justiça denuncia desamparo do TJMG após sofrer acidente

segunda-feira, 07/05/2018 11:00

Um emocionante relato tomou conta dos grupos de whatsapp dos Oficiais de Justiça Avaliadores de Minas Gerais nessa quinta-feira, 03/05/18. O Oficial de Justiça Cristiano Antônio Ferreira, da comarca de Uberaba/MG, denunciou a situação de abandono na qual se encontra após sofrer um acidente, revelando um lamentável cenário a qual toda a categoria está sujeita.

Raio-X do tornozelo quebrado do Oficial de Justiça Cristiano Antônio

No dia 20/04/18, Cristiano, ao retornar do trabalho, quebrou o tornozelo, o que o impossibilitou de continuar cumprindo suas diligências. Ainda assim, o Oficial precisou custear todo o tratamento, incluindo a compra de uma cadeira de rodas. O caso é um flagrante exemplo do descaso do Tribunal de Justiça de Minas Gerais – TJMG, incapaz de encontrar uma solução de amparo aos seus servidores em situações de vulnerabilidade e de necessário afastamento da rotina de trabalho.

O SINDOJUS/MG tomará providências efetivas para garantir que nenhum outro Oficial de Justiça passe por situação semelhante. O oficialato mineiro não deve ficar à mercê de acidentes que, além de afetar nossa integridade física e emocional, tragam reflexos negativos para a nossa dignidade financeira. Em breve, o Sindicato irá apresentar uma solução para amenizar este tipo de problema, uma vez que o TJMG nada faz para diminuir o sofrimento de quem se acidenta no exercício de suas funções.

Leia abaixo o relato completo do oficial Cristiano, no qual ele pede aos colegas que se esforcem na adesão à greve parcial pela Jornada Legal, como forma de denunciar as difíceis condições de trabalho dos Oficiais de Justiça Avaliadores de Minas Gerais.

Pessoal, olha o prejuízo que terei: quebrei o tornozelo e dependia desses mandados pra pagar as minhas contas, já que aprendi a sobreviver com diligências. Serão 3 meses parados no mínimo vivendo de salário. Fora os gastos com remédio, eu tive que comprar uma cadeira de rodas por 1300,00 Reais já que não arrumei emprestada e devido ao meu peso. Se tivéssemos o adicional de tempo integral, estaria tranquilo neste momento difícil já que meu salário seria suficiente pra sustentar minha família. Peço aos colegas e às comarcas que não aderiram à greve que coloquem a mão na consciência e no coração para que colegas como eu não passem necessidades em momentos difíceis da vida e que você mesmo poderá passar por isso. Desculpem pelo desabafo, mas essa dependência pelas diligências me dá uma revolta tão grande que beira à depressão. Boa tarde a todos.

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