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Nepotismo no TJMG

segunda-feira, 06/06/2011 21:01

Conselho investiga juíza que empregou genro em seu gabinete

A desembargadora do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Vanessa Verdolim Hudson Andrade, indicou o futuro genro para trabalhar como assessor judiciário em seu gabinete. Carlos Eduardo Cancherini foi nomeado assessor em 18 de fevereiro de 2004 e casou-se com a filha da desembargadora, Fernanda, em 22 de abril de 2005. O genro da desembargadora não é concursado e, pelo cargo de livre nomeação, o gabinete da sogra lhe paga mensalmente R$ 8,4 mil.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) investiga a legalidade da nomeação e já pediu ao tribunal mineiro e ao próprio Cancherini esclarecimentos sobre o caso. A nomeação de parentes é proibida no judiciário brasileiro. O tribunal mineiro informou, por meio de assessoria, que todas as pessoas nomeadas por indicação de desembargadores devem assinar um termo, negando parentesco com o magistrado.

No último dia 21 de maio, a conselheira do CNJ Morgana de Almeida Richa, relatora do processo, despachou decisão para que o tribunal informe a Cancherini sobre o procedimento administrativo em tramitação no conselho.

Procurada pelo iG, a assessoria de imprensa do tribunal informou que o caso deve ser tratado diretamente com a magistrada, por determinação da presidência. A reportagem ligou cinco vezes para o gabinete da desembargadora pedindo esclarecimentos e não obteve retorno. O iG confirmou que Cancherini é um dos assessores da desembargadora.

Nascida em Conselheiro Lafaiete, a 100 quilômetros de Belo Horizonte, Vanessa Verdolim ocupa o cargo de desembargadora desde 1998. No dia 3 deste mês, ela foi agraciada com a Medalha do Mérito Municipal “Celso Mello Azevedo”, durante o 28º Congresso Mineiro de Municípios. A honraria é oferecida a pessoas e entidades que contribuem para os municipios de Minas Gerais.

Fonte: IG